
quinta-feira, 4 de março de 2010
Fátima participa da reunião da Executiva Nacional do PT em Brasília

O sólido crescimento de Dilma

Tal constatação está expressa em dois indicadores da pesquisa: a alta aprovação do presidente (73% de ótimo/bom); e o crescimento de Dilma aliado à queda de José Serra, movimento que fez despencar a diferença entre os dois de 14 para 4 pontos percentuais.
Na pesquisa, Serra aparece com 32%, Dilma tem 28% de intenção de voto, o deputado Ciro Gomes está com 12% e Marina tem 8%. Considerando-se a margem de erro de dois pontos, a situação é, no limite, de empate técnico. Quer dizer, ambos podem estar com 30%.
O Datafolha diz que, estatisticamente, seria improvável o empate, mas aponta para a importância da trajetória dos dois principais candidatos. Em relação à pesquisa de dezembro, Serra perde 5 pontos e Dilma ganha 5, o que permite concluir que o tucano está perdendo votos para a ministra. De fato, a não ser entre os mais ricos, em todos os estratos e regiões, a situação se repete: Serra cai, Dilma sobe.
O crescimento de Dilma está associado ao seu conhecimento. Hoje, ela é o terceiro nome mais conhecido, com 86% de conhecimento, porém apenas 17% de “conhece muito bem”. Ou seja, quanto mais a população a conhece, mais ela cresce.
Tem sido assim pesquisa a pesquisa, porque Dilma passa a ser identificada como uma política preparada, com profundo entendimento dos problemas e soluções para o país, responsável pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), pelo Luz para Todos, pelo Minha Casa, Minha Vida e pela continuidade da política econômica e dos programas sociais do governo Lula.
Enfim, Dilma começa a ser percebida como a candidata do governo Lula e do novo país que está em construção.
Esse movimento fica evidente na resposta espontânea: Dilma e Lula têm 10% de intenção de voto, contra 7% de Serra e 4% do “candidato do Lula”. Os dados sobre o apoio do presidente reforçam essa percepção: 42% disseram que votariam em alguém apoiado por Lula.
O levantamento mostra também que a liderança que Serra sustentou e sustenta pode ser resultado do seu conhecimento prévio. Com 96%, o tucano é o nome mais conhecido do eleitor – 33% de “conhecem muito bem”. No entanto, sua rejeição cresceu. Há dois meses, 19% diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum; hoje, 25% rejeitam Serra.
É razoável concluir que, quanto mais a população fica sabendo que Serra é o candidato do PSDB, das políticas de Fernando Henrique Cardoso e da volta ao passado, mais rejeita seu nome. A queda dele em São Paulo revela que a população não está satisfeita com seu desempenho como governador e com a má gestão do prefeito paulistano Gilberto Kassab – do DEM, aliado de primeira hora de Serra.
No cenário para o segundo turno, a diferença desabou 11 pontos. De 49%, em dezembro, Serra caiu para 45% agora, enquanto Dilma disparou de 34% para 41%.
O Datafolha mostra também que, mesmo sem o nome de Ciro Gomes, Dilma cresce e encosta em Serra. Esse dado esvazia o discurso de que a candidatura Ciro era importante para garantir o segundo turno.
Sempre disse que a candidatura Ciro é legítima e uma decisão do PSB e do próprio deputado. Mas a pesquisa sugere que ele pode ter chegado ao seu teto. Hoje, ele tem pouco espaço para crescer, ainda mais numa campanha sem apoio de outros partidos e com tempo de TV reduzido.
Mas qualquer que seja sua decisão, Ciro e o PSB sabem que a participação que tiveram no governo Lula os aproxima por demais de nossa candidata, Dilma Rousseff.
Cabe agora a Dilma, ao PT e aos demais partidos aliados se unirem. É preciso fechar um amplo arco de alianças, com PMDB, PDT, PCdoB, PP, PR e, quem sabe?, PSB. Uma aliança capaz de elaborar, junto com a sociedade, o programa de continuidade aos avanços do governo Lula. Uma aliança com Dilma presidente.
Deu na Tribuna do Norte: Prefeito de Parnamirim anuncia apoio a Fátima

Abaixo segue a íntegra da nota publicada no TN:
Definições de Maurício
O prefeito Maurício Marques está decidido a apoiar as candidaturas de Carlos Eduardo ao governo, Garibaldi Filho para o Senado, Fátima Bezerra para a Câmara dos Deputados, e Agnelo Alves para a Assembleia Legislativa. “Parnamirim vai votar em Carlos Eduardo para governador, Garibaldi Filho para permanecer no Senado, Fátima para deputado federal, e Agnelo para deputado estadual”, afirma Maurício Marques. Com relação ao segundo voto para o Senado, ele afirma que está “observando o quadro político”. E acrescenta: “Na hora certa anunciaremos essa decisão”. O prefeito Maurício Marques diz também que vem mantendo estreitos contatos com o ex-prefeito Agnelo Alves, seu antecessor. “Em política, parece natural a intriga, mas eu e Agnelo mantemos nossa amizade pessoal e política, a mesma desde 1996, quando nos conhecemos e fomos vitoriosos”.
Lula compara novo portal do governo a ‘Google nacional’

O site servirá para unificar informações sobre órgãos do Estado, alem de oferecer serviços de utilidade aos cidadãos. A página será coordenada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).
- Eu não sei se a gente poderia dizer que nós estamos, na verdade, apresentando um Google nacional, totalmente brasileiro - disse o presidente durante o evento.
- Hoje, a gente marca um novo estágio na comunicação do Estado brasileiro com a sociedade e com os meios de comunicação - disse Lula. Segundo o presidente, o projeto tem o objetivo de democratizar a informação. - A informação é uma forma de exercício de poder. Quem tem mais informação, tem mais possibilidade de influir nas decisões de poder. A gente está criando um sistema para disponibilizar (essas informações) para 190 milhões de brasileiros, para a América Latina, para que todos aqueles que queiram acompanhar as coisas do Brasil não se façam de rogados - afirmou.
Dilma e sua solidez

Confirmado o nome Dilma Rousseff como candidata à Presidência pelo PT cabe-lhe direcionar um novo projeto nacional de desenvolvimento, respaldado pelo trabalho intenso do governo Lula e moldado no sentido de gerar transformação nos vários segmentos do país com vistas a engrandecê-lo, confirmando ainda mais seu nome, não como país do futuro, mas um país que cresce com firmeza, gerando segurança e solidez nos projetos empreendidos.
Após uma fase de turbulência, em que a moeda brasileira não tinha força, a inflação assustava, pairava o desemprego, enfim, havia certa estagnação no desenvolvimento, Lula fez valer a possibilidade, antes descartada, de agregar desenvolvimento e ações sociais e deixará como herança um Brasil transformado, cuja presença do Estado na economia influirá positivamente no crescimento mais acentuado em todos os setores.
É fundamental o fortalecimento de diretrizes que, seguramente, marcaram o governo Lula e cuja continuidade delineará, juntamente com o novo, proposto no programa de governo da nossa candidata, um caminho de sucesso para o Brasil que assumirá definitivamente papel de destaque no cenário mundial.
Acredito firmemente que a candidata em questão tem o suporte adequado para enfrentar o desafio de comandar o país porque condensa conhecimento, detendo um cabedal profundo como Ministra. A garantia da competência que o Brasil anseia para melhoria de vida para seu povo, iniciada no governo Lula.
Queremos um Estado forte e as sementes para tal já vingaram neste governo; Dilma tem, portanto, esse compromisso pré-firmado com Lula e com o povo brasileiro, de administrar com coerência, sabedoria no enfrentamento das dificuldades decorrentes de anos de descaso, embora muito de positivo já se possa nomear em maior projeção no segundo mandato do governo Lula.
Já não pensamos pequeno. Aprendemos ser possível intercalar a distribuição de renda com incentivos aos investimentos internos, expandir o comércio exterior e confiamos na viabilidade de crescermos a partir da plataforma que Dilma em breve há de divulgar em comícios Brasil afora.
Tão logo se desligue do ministério e passe a visitar o país, ela se tornará mais conhecida, fortalecendo então sua candidatura, uma vez que, antes mesmo da campanha seu nome tenha crescido nas últimas pesquisas, diminuindo substancialmente a diferença com seu principal opositor.
PAC 2 terá R$ 3 bi para armazenagem de grãos, diz ministro
“Vamos aumentar os financiamentos para armazéns em nível de propriedades rurais e cooperativas”, afirmou o ministro, antes de participar da primeira reunião do ano da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, no Ministério da Agricultura.
Além do sistema de armazenagem, investimentos bem maiores serão feitos em infraestrutura e logística para o escoamento da produção agrícola. A região Centro-Oeste, maior produtora de grãos, será a prioridade, segundo o ministro, com melhoria e construção de rodovias, hidrovias e ferrovias.
Para receber a produção, no PAC 2 estão previstos recursos para a modernização dos portos de Porto Velho (RO), Itaqui (MA), Santarém (PA), Vila do Conde (PA) e mais dois em Pernambuco. “Já estaríamos com uma capacidade superior de produção se não tivéssemos tantos problemas de logística,”, afirmou Stephanes.
Para o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, é preciso mudar a matriz de transporte brasileira, baseada em rodovias. “Nossa matriz de transporte não contribui para o futuro da nação. Precisamos de uma nova, de maiores investimentos em ferrovias e hidrovias, e na ampliação dos terminais portuários”
Pagot disse que são necessários grupos de trabalho para influenciar a construção de políticas públicas que priorizem investimentos nos sistemas hidroviário e ferroviário de transportes. “A mobilização do setor ainda é muito tímida, está começando”.
Segundo o presidente da câmara temática, Paulo Protásio, dentro das prioridades levantadas pelo setor e levadas ao conhecimento do governo está o acesso às áreas portuárias. Ele disse que há muitos conflitos antes da chegada dos produtos aos navios.
Festas com recursos do governo federal vai acabar com a alegria de muitos prefeitos

- Municípios com até 20 mil habitantes o limite será de até R$: 200 mil por ano, não podendo exceder o valor de R$ 100 mil por convênio;
- Municípios de 20 á 50 mil habitantes o limite será de até R$: 400 mil por ano, não podendo exceder o valor de R$ 200 mil por convênio;
- Municípios de 50 á 100 mil habitantes o limite será de até R$ 900 mil por ano, não podendo exceder o valor de R$ 300 mil por convênio;
Para acabar com a alegria das bandas o valor máximo a ser pago pelo Ministério do Turismo será de R$ 80 mil por contrato.
Segundo a portaria com data de 14 de janeiro de 2010, será vedada a transferência voluntária de recursos no período de 02/07/2010 á 31/10/2010.
Femurn pressiona bancada
“Vamos fazer uma grande mobilização entre os prefeitos para mostrar a urgência dessa matéria junto à bancada do RN em Brasília”, disse o presidente da Femurn, Benes Leocádio, prefeito de Lages. A governadora Wilma de Faria, que abriu o encontro, anunciou ainda para este semestre a expansão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para todo o estado, ampliando um serviço que só contempla hoje a região metropolitana de Natal e a cidade de Mossoró.
Um “release” da assessoria de imprensa da governadora, distribuído pouco antes de sua chegada à sala do encontro, anunciou que R$ 4,5 milhões serão investidos anualmente nessa ampliação. O Estado assumirá 60% desses custo; o Governo Federal, 30% e os municípios 10%.
Wilma comentou achar esses percentuais injustos, pois “o Governo Federal é que deveria arcar com o maior percentual”. Mas ao perceber que a maioria dos prefeitos estava focada na discussão sobre a destinação dos royalties do Pré-sal, a governadora reforçou o conteúdo ao afirmar que a bancada federal deve estar unida em torno da defesa de uma participação financeira maior dos recursos da exploração nacional do petróleo.
Segundo o presidente da Femurn, Benes Leocádio, com a aprovação da proposta de emenda constitucional, os municípios decuplicariam os recursos provenientes dos royalties do petróleo. “Quem recebesse R$ 60 mil, passaria a receber R$ 600,00”, ilustrou.
Navegando nessa pauta e deixando para o secretário estadual de Saúde, George Antunes, a tarefa de explicar a democratização dos serviços do Samu, Wilma comentou os critérios atualmente vigentes das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE). “No ano passado perdemos R$ 600 milhões de receita do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e os royalties desabaram pela metade”, lembrou a governadora. E acrescentou: “As coisas só não foram piores porque aumentamos em 9% a arrecadação do ICMS, responsável por metade da arrecadação”.
Antes que deixasse o encontro, alegando motivo de agenda, a governadora se viu obrigada a confirmar publicamente um acordo com a Femurn, mediante o qual o Estado cederia espaço para novas instalações da Femurn e garantiria um repasse de R$ 100 mil para que a Federação comprasse material de informática para uma futura escola de gestão para prefeitos e auxiliares.
Ao ouvir o teor de seu compromisso exposto publicamente pelo presidente da Femurn, Wilma comentou, em tom de brincadeira: “Benes, você fez direitinho, merece meus parabéns”.
terça-feira, 2 de março de 2010
Dia 11 de abril o PT define nome para o senado, diz Fátima Bezerra

- O Partido dos Trabalhadores vai indicar um nome para disputar uma das cadeiras no senado da República. E marcou a data da escolha: 10 de abril.
E…
Descartou qualquer possibilidade de sair candidata a vice-governadora na chapa encabeçada para o governo por Iberê Ferreira de Sousa (PSB). Sou candidata a reeleição. Nada de vice-governadora, foi enfática Fátima Bezerra.
E ponto final!
Femurn reúne mais de 80 prefeitos para discutir pauta de 2010

O presidente da FEMURN, prefeito Benes Leocádio, aproveitou para convocar uma participarem todos os Prefeitos, em Brasília, na próxima quarta-feira, 10 de Mobilização Nacional Convocada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que reunirá prefeitos de todo o Pais no auditório Nereu Ramos, no Anexo II da Câmara dos Deputados. A reunião será preparatória para a Realização do Dia Nacional de Luta em Defesa dos Municípios, Convocada pela CNM para o dia 19 de março com atividades em todas as cidades brasileiras.
Foto: Prefeito Benes Leocádio (no microfone) ao lado de Wilma de Faria
Lula vai deixar projetos para facilitar o próximo governo

Segundo a ministra, a falta de projetos foi um dos grandes problemas enfrentados pelo governo para fazer investimentos em áreas prioritárias para o país. “Quando a gente iniciou esse processo, a gente não tinha um banco de projetos que garantissem que projetos adequados, corretamente formulados e tendo em vista a solução de gargalos do país, tivessem condições de sair do papel e prontamente virar realizações concretas, obras, enfim prestação de serviço”, ressaltou.
Entre os projetos que serão deixados em andamento, Dilma destacou a ampliação do sistema ferroviário brasileiro, que, segundo ela, estava concentrado exclusivamente no Sudeste. “Então, toda a nossa linha é completar o Norte-Sul de forma que haja uma ligação vertical com o Brasil sendo cortado lá do norte do país, passando por Tocantins, Goiás e chegando depois a São Paulo”. As informações são da Agência Brasil.
Lula diz que país contrariou o óbvio ao acreditar no mercado interno

- A arte da boa governança é fazer o óbvio - disse. - O povo começou a acreditar nas coisas simples - completou ao participar hoje da inauguração de uma fábrica de máquinas agrícolas em Sorocaba, São Paulo.
De acordo com Lula, o estímulo ao crédito também foi primordial para o país se destacar no cenário internacional. Ele disse que, em março de 2003, o país tinha R$ 381 bilhões de crédito. - É óbvio que em um país capitalista as coisas não iriam [acontecer] sem crédito - enfatizou.
Hoje, segundo ele, o Brasil tem R$ 1,41 trilhão de crédito e que só o Banco Banco tem tudo o que o país inteiro tinha em 2003. Já a Caixa multiplicou nove vezes a reserva de recursos durante esse tempo. - Quero transformar o Banco do Brasil no banco mais importante do país - ressaltou.
Eleições 2010: TSE decide sobre número de vagas
No ofício, o presidente da AMB – representando a campanha “Eleições limpas - Pelo voto livre e consciente” – argumentou ser direito do cidadão conhecer o passado do candidato, já que “a transparência é da essência da democracia”, e a “informação ingrediente indispensável para o exercício do voto livre e consciente”.
– Da mesma maneira que os candidatos, ao requererem o registro de suas candidaturas, informam à Justiça Eleitoral a relação de todos os seus bens – que fica disponível para consulta por qualquer eleitor – também deveriam ser coletados e disponibilizados os dados referentes aos processos a que respondam os postulantes a mandatos eletivos – explica Mozart Valadares.
Número de cadeiras
Outro assunto polêmico que está na pauta é a redefinição do número de cadeiras a serem disputadas para a Câmara dos Deputados, assembléias legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Conforme a Constituição (artigo 45) e a Lei complementar 78/93, o número de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do DF.
O ministro Arnaldo Versiani elaborou uma minuta – com base em estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, atualizada até julho do ano passado – que prevê a perda de uma a duas cadeiras por oito estados. Se for aprovada a minuta, tal como está, o Rio de Janeiro teria sua bancada na Câmara diminuída de 46 para 44 representantes. O Pará passaria a contar com 20 deputados federais – três a mais do que o número atual; Minas Gerais ganharia mais dois lugares, ficando com 55 deputados.
O TSE terá de apreciar, entre outras petições, uma do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), segundo a qual a regra só poderia valer para as eleições de outubro se tivesse sido aprovada um ano antes.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Crescimento de Dilma Rousseff em pesquisa põe o PSDB contra a parede
Na avaliação de deputados e senadores do PSDB, o salto da petista na pesquisa deve-se à superexposição que ela ganhou em fevereiro com o Congresso do PT, que a oficializou como pré-candidata. No levantamento, realizado em 24 e 25 de fevereiro, com 2.623 eleitores, cujo resultado foi publicado no jornal Folha de S. Paulo de domingo, Serra caiu de 37%, em dezembro, para 32%. Dilma sai dos 23% e atinge os 28%. Ambos estão próximos de um ainda improvável empate técnico. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Para tentar contornar a insatisfação interna, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), declarou abertamente que Serra será o candidato, mas vai entrar na disputa somente no fim de março. Isso não significa nenhuma antecipação no prazo, já que o governador tem de sair de seu cargo até 2 de abril para se candidatar.
As principais cobranças ouvidas por Sérgio Guerra dizem que Serra não responde aos anseios do partido, não mergulha de cabeça na solução de crises regionais e assiste passivamente ao PT fazer campanha para a ministra-chefe da Casa Civil. “O governador Serra não condenou nem o excesso de inaugurações de obras do Lula e da Dilma. Parece que ele não quer ser candidato”, disse um parlamentar tucano. “Desse jeito, só dá corda para quem fala que ele vai desistir na última hora e se virar para São Paulo”, acrescentou.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou haver um equívoco na estratégia do partido em não ter levado o governador a negociar as questões regionais. “O Serra poderia ajudar a resolver alguns problemas nos estados, mesmo não estando em campanha”, disse o senador paranaense. Na disputa pela indicação ao governo local, Dias foi jogado para escanteio numa manobra do prefeito de Curitiba, Beto Richa, que venceu a disputa. “Se houvesse interferência do Serra, não teria prevalecido o egoísmo. Houve um desastre no Paraná e ele (Serra) lavou as mãos”, afirmou.
Dias pondera, no entanto, que o governador não errou ao esticar o anúncio de sua candidatura. O deputado serrista Eduardo Gomes (PSDB-TO), que defendia a antecipação da campanha de Serra, acredita, agora, que essa posição está equivocada. “Estamos apertando ele para fazer errado. Está todo mundo angustiado, mas ele está mostrando que é melhor fazer tudo dentro da legalidade e não entrar na campanha antes”, afirmou.
Por isso, a ordem é pregar o lado positivo da queda: o governador paulista continua na liderança. “Mesmo depois de toda a campanha e a exposição que a Dilma vem fazendo, o Serra está na frente”, contemporizou Álvaro Dias. Gomes emendou: “Nunca na história desse país se viu uma máquina de governo voltada para a sua candidata, e mesmo assim a ministra Dilma atingiu seu teto. O Serra, sem fazer campanha, está na liderança”.
Puro-sangue é a saída
A pressão interna do PSDB em cima de José Serra resvala também no govenador de Minas Gerais, Aécio Neves. Em jogo está a chapa puro-sangue para concorrer à Presidência — tão almejada pelo grão-tucanato —, considerada a resposta necessária para equilibrar um jogo que está pendendo para o lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).
A aproximação dos dois governadores será testada na quinta-feira, durante evento de comemoração dos 100 anos de nascimento de Tancredo Neves, avô de Aécio. O PSDB preparou uma agenda comum aos dois para mostrar que Serra e Aécio estão afinados no projeto nacional pelo Palácio do Planalto. Os tucanos aliados do governador paulista querem usar a pesquisa Datafolha, que mostra o recuo nas intenções de voto a Serra, como mais um argumento para convencer Aécio Neves a ser vice do governador paulista na chapa que concorrerá à Presidência.
“A pesquisa mostra que o Aécio é o político mais preparado para o trabalho. Acredito que ele vai aceitar ser vice porque está em jogo um projeto maior, e não o projeto de um ou de outro”, disse o deputado serrista Eduardo Gomes (PSDB-TO).
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos maiores entusiastas de uma chapa Serra-Aécio, mesmo com a resistência do governador mineiro.
A mobilização de Fernando Henrique e do presidente do partido, o senador Sérgio Guerra (PE), também é uma saída para o imbróglio que se tornou o DEM com o escândalo sem fim no Distrito Federal, que colocou José Roberto Arruda na cadeia, causou a renúncia do governador interino Paulo Octávio e do deputado distrital Leonardo Prudente. Não bastassem os agouros do partido aliado no DF, outra vitrine, São Paulo, começa a rachar. O prefeito paulistano Gilberto Kassab corre o risco de ser cassado por conta de captação ilegal de recursos para a campanha. Kassab continua no cargo graças a recurso protocolado por sua defesa.
Governadora anuncia nesta terça expansão do SAMU para todo RN

Na manutenção da nova estrutura, deverão ser investidos cerca de R$ 4,5 milhões por ano. O Estado assumirá 60% desses custos, o Governo Federal, 30%, e os municípios, os 10% restantes. Agora no mês de março chegarão ao Estado 64 novas ambulâncias, que viabilizarão o atendimento médico de urgência em todas as cidades do Rio Grande do Norte.
A expansão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para todo o Rio Grande do Norte foi tema da reunião entre a governadora Wilma de Faria e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ocorrida semana passada em Brasília. A governadora também conversou com o ministro Temporão sobre a implantação de mais um hospital de referência para a região Metropolitana de Natal e da implantação da UTI neo-natal em Mossoró. Durante a audiência, o ministro assumiu o compromisso de equipar os nove novos leitos da UTI neo-natal de Mossoró, que já atendem hoje toda a região Oeste do Estado.
A partir do segundo semestre, os governos federal e estadual, numa parceria conjunta, passarão a realizar a cirurgia bariátrica para tratamento de obesidade mórbida através do SUS, de forma gratuita para casos com indicação médica. Também será aumentado o atendimento a pacientes renais na rede do SUS do Rio Grande do Norte.